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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

CONTO - A CLONAGEM HUMANA

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As experiências do casal Samtron com células humanas começaram quando o casal descobriu ser estéril. O seu amor um ao outro e à ciência fê-los permanecer juntos e realizar inúmeros estudos sobre a clonagem de embriões humanos.
Uma bela tarde, Rubídio Samtron, ao fazer uma nova experiência com embriões, conseguiu que a sua mulher engravidasse com um embrião clonado. Estavam muito felizes que decidiram comemorar com champanhe.
Enquanto isto, um ajudante, Plínio, arrancara um cabelo a uma moça loura que assistia um concerto, pois já percebera que ela não estava interessada nele e queria tê-la de qualquer jeito.
Ao chegar ao seu laboratório iniciou a experiência que aprendera com o Dr. Samtron e clonou a tal rapariga loura em poucos dias. Colocou-lhe o nome de Pancrécia.
Os meses passavam e os dois jovens cientistas, Plínio e Flánio, trabalhavam em clones de moças, com a ajuda do Dr. Samtron, e fizeram com que o metabolismo delas progredisse até ao crescimento que queriam e depois estabilizaram, mantendo-as sempre com o mesmo aspecto, ou seja, jovens, saudáveis e elegantes. Arranjaram namoradas perfeitas num instante!
Depois de alguns meses nasceu a bela bebé Daiana Samtron. A menina cresceu normalmente. Ribélula ausentou-se das experiências científicas e fora para sua casa cuidar da bebézinha.
Eles estavam muito contentes com o seu sucesso na clonagem humana. Pensavam já
em fazer novos clones e em ter muitos filhos, de ambos os sexos. Além disso, pretendiam ajudar outros casais na mesma situação de infertilidade.
Um dia Rubídio lisonjeou-se perante Ribélula e seus pupilos, Plínio e Flánio:
– Finalmente ficarei mundialmente conhecido como o pai da clonagem humana para estéreis. – E sorriu, gabando-se de forma emproada – Serei o cientista mais famoso da região. Vou apresentar-me no Museu da Ciência Avançada amanhã.
Os Samtron em pouco tempo tiveram outra filha, mas desta vez ficou com o metabolismo acelerado, embora fosse menos do que o das outras moças, seis meses equivaliam, aproximadamente, a um ano para ela. Colocaram-lhe o nome de Pamela.

2
Depois de alguns meses, Ribélula voltou a ajudar o marido e os meninos. Agora clonavam um abortado e faziam mais clones através de embriões.
– Graças à nossa experiência pudemos baixar a lista de espera dos centros de adopção e ganhar mais um prémio.
– Não digas isso, – Murmurou a esposa – para os meninos não pensarem que somos interesseiros. – Acrescentando depois – Temos amor ao nosso trabalho, queremos muito ajudar os outros. – Então chamou Flánio e ordenou-lhe – Vai colocar essas bebezinhas na adopção. Existem muitos casais em lista de espera. A maioria prefere
bebés.
Flánio obedeceu à sua patroa.
Um certo dia houve um casal que se voluntariou para permitir uma experiência laboratorial e com um embrião clonado o óvulo da mulher foi fecundado engravidando do seu marido.
Quando a criança nasceu em perfeitas condições, sem metabolismo acelerado, a notícia saiu nos jornais e sucederam-se inúmeras entrevistas, palestras sobre o assunto e mais casais inférteis se voluntariaram a engravidar através desse processo inovador. A lista de casais sem filhos baixou drasticamente em poucos
meses e mais felicidade se viu em muitos rostos.

2011

http://www.varaldobrasil.ch/media/DIR_158701/e915160b5a507729ffff871f7f000101.pdf