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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

NATAL E ANO NOVO

Está a chegar o Natal
E o Menino está aqui,
Não há nada de mal
Para mim e para ti.

A Paz vai reinar,
O Amor e a Saúde também;
Quando o novo ano despertar
Todos estaremos bem.

Se a chuva cair
Será pouca e amena,
Conseguiremos resistir
À mudança de cena.

E não haverá tempestades
Nem brigas ou maldades,
Só Compreensão com cada par,
Só União em cada lar.

13 de Dezembro

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

NATAL

O Natal está em todo o lado.
Todos vão às compras.
Gastar não é pecado
Só interessam as montras.

14-11-2011

Está neste site http://www.culturarevista.jor.br./

domingo, 6 de novembro de 2011

Conto - UMA VIDA ARTÍSTICA

Faminha era uma jovem de dezoito anos que morava na cidade de Lisboa e tinha o sonho de ser cantora desde pequena.
Apaixonara-se pelo compositor português afamado, U, e aos dezoito anos, decidira deixar de estudar e construir uma carreira musical.

Fez testes de voz no estúdio de U. Ele ficou impressionado ao ouvi-la cantar, tinha uma voz muito bonita! Decidiu logo compor para ela, tanto a música como a letra. Um sonho da rapariga tornou-se realidade e ela iniciou-se no mundo da música em pouco tempo.

Depois de várias sessões fotográficas e da gravação do cd, o “Sonho” foi para o mercado. O seu estilo pop/rock cativou de imediato o público em geral e vendeu muito. Saiu em revistas e foi entrevistada na tv e na rádio. Houve convites de outros cantores para fazerem duo com ela. Faminha aceitou. Cativava muita gente e já tinha um clube de fãs, recebia muitas cartas, algumas de amor, mas nem mesmo assim conseguia esquecer U que se mantinha em silêncio quanto aos seus sentimentos, mas a deixava esperançada pelos seus olhares, palavras e sorrisos.

No ano seguinte, voltou ao estúdio e resolveu escrever algumas letras também, pois o produtor/compositor tinha muito trabalho. Mesmo assim, U arranjou tempo de escrever uma balada muito romântica. Ela sentiu-se mais apaixonada, apesar dele não se declarar concretamente.
«­- Ele escrevera isso a pensar em mim!» ­- Pensou ela rejubilante.
Encheu-se de coragem e questionou:
­- Quem é a tua musa inspiradora?
­- Ninguém. ­- Respondeu -­ Baseei-me noutras canções antigas. Acho que vai ficar muito bem na tua voz.
O coração de Faminha entristeceu. Porém, ainda pôde perguntar:
­- Então você não está apaixonado por alguém?
­- Já estive. Sofri muito por amor. Agora vivo para o trabalho. -­ Retorquiu ele voltando-lhe as costas, aproximando-se da mesa de mistura.
Ela não quis falar mais no assunto para não o chatear. Não falou de si.
Outro cd foi editado, a internacionalização aconteceu. Novos convites de duetos surgiram, entrevistas e concertos. Participou numa série policial como investigadora. Adorou a experiência! Estava a realizar mais um dos seus sonhos, ser actriz. A honra e glamour dela estavam cada vez maiores, devido à sua carreira artística na música! Só faltava arranjar um namorado.

Um dia iniciou algo com um fã lisboeta, que lhe escreveu um poema, e tentou fazer ciúmes ao U. Não sabe ao certo se ele ficou com ciúmes dela ou da situação em que ela estava. Não demorou muito tempo para que aceitasse outra proposta para participar numa telenovela. Desta vez a sua personagem tinha um par.
Demétrio, o namorado, não gostou nada da ideia. Contudo, ela tentou convencê-lo, entre carícias:
­- Sempre quis participar numa telenovela. Não podes proibir-me.
­- Começamos a namorar há dois meses e agora já te vais meter com...
Ela mandou-o calar com um dedo na boca e afiançou-lhe:
- Eu sou uma mulher fiel. Esse papel na novela não mudará em nada o que sinto por ti.
- Oxalá que não mude, pois estou a gostar muito de ti e não te quero perder.
­- Nunca me perderás se estiveres sempre do meu lado. -­ E beijou-o.

A telenovela teve sucesso. Não era a protagonista, mas pertencia ao elenco principal e a personagem não era vilã. O jovem que contracenava com ela era bonito e seu fã, mas não se apaixonou por ele, com a reviravolta das cenas, do corta e avança, não houve muita ligação íntima e sabia que as palavras ditas eram decoradas.
Apesar das gravações da novela não abdicava dos concertos, embora fossem marcados menos. Ficou com mais fãs, sentia isso a cada virar da esquina.
Depois da telenovela acabar com um final feliz ela sentia o desejo de uma pausa e de momentos a dois. Tirou um mês de férias com Demétrio e foram para o Arquipélago de Cabo Verde, para a ilha do Sal. Tinha a conta bancária a transbordar e estava radiante com o seu sucesso, tanto como mulher, cantora e actriz. Demétrio propôs-lhe:
­- E se ficássemos cá o resto do ano?
­- Não sei se deva me ausentar tanto tempo...
­- A ti não custa nada e para mim seria bastante benéfico, ficava mais tempo longe daquele escritório que já estou farto e ficava mais tempo junto a ti. - E sorriu abraçando-a.
­- Pois, era bom. Comprávamos uma casa na praia. -­ Vagueou concluindo ­- De facto tenho dinheiro suficiente para o resto da vida. Quase nem precisava trabalhar mais.
­- Então, faz isso: foge um pouco da ribalta.
­- Não posso. A minha vida sem os palcos nunca seria a mesma. E não quero afastar-me muito dos meus pais. Terás de me compreender para que a relação resulte.
­- Eu compreendo-te, mas não quero voltar a ter os ciúmes que senti quando te vi na tv.
­- Não voltarás a senti-los porque eu sou toda tua. - E beijou-o.
Depois foram dar um mergulho na piscina.

Quando voltaram a Portugal ela voltou ao estúdio e aceitou fazer parte duma banda, cujo os três elementos eram seus fãs, oriundos de Angola, e queriam que ela fosse a vocalista. U fora mais uma vez o compositor e demonstrava admiração por ela. Sentia que o seu olhar estava diferente para com ela, mas nunca lhe mandara nenhum piropo. Era apenas um dos amores de juventude que ficava na história da sua vida!

Mais uma vez Demétrio se enciumou com os encontros dela para ensaiar com outros rapazes, mas ela convenceu-o a entrar para a banda também e a deixar o escritório. Ele não pensou duas vezes e tornou-se em baterista. A banda teve sucesso, o estilo era inovador, um pop/rock com sons africanos.
Faminha cativava todos com a sua belíssima voz, tanto em português como em inglês, em qualquer continente.
Mais tarde saíra um livro com a biografia dela e da banda, contando também alguns pormenores da sua vida antes de se iniciar nos diversos palcos.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

DEPOIS DE TANTO TEMPO

Depois de tanto tempo a correr
Sem te encontrar,
Eu peço ao vento p'ra me levar
P'ra perto do teu olhar.
Depois de tanto tempo a sofrer
Agora necessito de te ver,
Depois de tanto tempo sem te ter
Eu peço um momento p'ra te amar.

Adoro correr,
Adoro os amigos,
Mas não posso viver
Sem estar contigo,
Quero mostrar do que sou capaz
Com um doce beijo ao luar
Nesta divina noite de paz
Cheia da brisa do mar.

2003/2011
Vila das Lajes

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

APROXIMA-SE SEM VINDIMA?

Quando entrei no lagar
Não vi
Pingos de vinho
Nem senti
O cheiro da uva fresca e boa,
Mas não foi à toa
Que fui vindimar,
Mas para algumas pessoas
Quem não vai uvas pisar
Não vindimou.

Será que estamos a ficar
Sem vindima?

Olhei ao redor e reflecti
Sobre este pequeno lugar...
Como se poderia acabar
A tradição que via anos durar?

Eu nem queria acreditar
Tanta uva apanhei.
Como não vindimei?

Será que a modernidade
Roubara as coisas antigas
E que só aparecem formigas
Nesta idade
Para bebericar.





terça-feira, 20 de setembro de 2011

Soneto - DE TANTO ESPERAR PELO TEU AMOR

De tanto esperar pelo teu amor
Tenho receio de um dia vir a perder,
Este sentimento que me faz viver,
E mergulhar numa tão fina dor.

Estou infeliz, a esmorecer,
Já nem sei o que é frio ou calor...
De tanto esperar pelo teu amor
Meu coração não pára de sofrer.

Detesto quando não te vejo olhar.
Queria que estivéssemos aqui
Os dois, sem investir no verbo ir…

Mas temo nunca mais te encontrar.
Junto a ti não terei nenhum lugar.
Então, o que será de mim sem ti?

2003/2011

sábado, 27 de agosto de 2011

Soneto - À PROCURA DE AMOR

'Spero que o dia me dê forças pra viver,
Nem tenho alegria nem tenho tristeza,
Estou no escuro, na incerteza,
Agarrada a sonhos para não sofrer.

Acalmo os nervos, sinto firmeza,
Peco e rezo para a fé não perder;
Com uma ferida indolor a verter
Vivo a suspirar, ao amor estou presa.

Afundo os ansiosos pensamentos
Naquilo que toco e que afinal não é
Senão ilusão louca que me apanha.

Corro, paro, relembrando momentos,
Vejo multidões sem ninguém ao pé.
Amo o Senhor que me acompanha.

12 de Janeiro de 2009

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

REFLETINDO

Enquanto a chuva cai
Escrevo para me entreter.
Esqueço o que lá vai
Para não me entristecer.

Espero a estação passar
Para conseguir o que quero.
Esse dia há-de chegar,
No entanto, desespero.

O tempo corre bastante
E eu ansiando sempre mais.
Tudo é um mero instante
Como a onda que bate no cais.

18 Nov. 2010

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Lançamento de ANTOLOGIA

No dia 3 de Setembro de 2011 sairá a público uma antologia brasileira que contém um poema meu REFLECTINDO.

Para mais informações acesse:

http://www.galinhapulando.com/visualizar.php?idt=2937043

quinta-feira, 2 de junho de 2011

LANÇAMENTO DO LIVRO DE POESIA - AMOR OCULTO


No dia 23 de Maio de 2011 realizei um sonho, o lançamento do meu livro de poemas AMOR OCULTO, às 20h30, na Casa das Tias de Vitorino Nemésio (actual Biblioteca da Praia da Vitória), na Ilha Terceira.
O livro tem cerca de 100 páginas e 50 poemas, todos a falar de amor, embora seja de um amor não correspondido, tem bastante romantismo. Foi fruto de um prémio de um concurso literário na internet no site www.worldartfriends.com, organizado pela editora com o mesmo nome em parceria com a Corpos Editora e pelo Ministério da Poesia.
Na Ilha Terceira ele está à venda na Casa das Utilidades, na Rua da Sé, em Angra do Heroísmo e na Loja da Dária, correio da Vila das Lajes. Além disso está na Feira do Livro no Porto e na de Lisboa, assim como na Livraria Café da Corpos Editora.

domingo, 1 de maio de 2011

À Minha Mãe

Minha mãe,
Mulher que me fez nascer,
É alguém
Que eu não vou esquecer!

Mãe! És linda e formosa
Como um jardim florido,
P´ra mim és mais que rosa
Ou tesouro escondido.

Agradeço tudo o que me dás.
Tu de tudo és capaz.
És a melhor mãe de todas!

Mãe, este é o teu dia!
Nunca percas essa alegria
Que transmite teus olhos.
Não te esqueças que teu olhar
O meu mundo quer guiar
E todos os seus caminhos.

Tu mereces o melhor que há,
És uma pessoa magnífica!
P´ra agradecer palavras não dá,
Isso não se explica!
A estrela que caiu do céu,
Afinal não se perdeu,
Ficou presa em ti, minha mãe!

Ter uma mãe
É um bem!
Um tesouro descoberto
Que ficou aberto,
Ainda existe mais p´ra descobrir
Nas florestas desta vida.
Vamos todos, este coração, ouvir!

Todo o sentimento
Que alguém sente
Chega sempre de repente
E o agradecimento
Vem sempre
Com o tempo.

sábado, 23 de abril de 2011

A MAGIA DA PÁSCOA

Ao deitar-me a pensar
Que amanhã era o dia
Eu só podia esperar
Ter sonhos de magia.

Nos meus sonhos vi coelhos correr
E saltar no meu jardim,
Escondiam bonitos ovos só p´ra mim.
Ao acordar fiquei a pensar
Nas crianças que não têm o que comer
E vivem sem pais, por aí a mendigar.

No dia de Páscoa
Quis louvar a tradição
E para festejar a Ressurreição
Decidi fazer uma boa acção:
Distribuir, de todo o coração,
Um ovo de chocolate a cada pessoa
Para dar o exemplo dum mundo solidário
E ver um sorriso de criança como herança.

terça-feira, 12 de abril de 2011

LIVRE

Estou livre como um passarinho,
Estou livre para amar.
Já saí do ninho
Nada me impede de olhar e apreciar
Quem aparecer à minha frente.

Estou livre para viver intensamente
Cada dia,
Não quero saber
De quem não me quer
Vazia.

Só olho, só amo quem gosta de mim.
Não me interessa se é certo ou errado,
Só quero viver
Para me apaixonar pela vida
Que enfeita toda e qualquer saída
Que houver para se dar.
Quem me quiser tem de lutar.

Não vou estar à espera de nada
Para que haja surpresa.
Não perderei nenhuma brasa
Para não me arrepender à mesa.

Quem me quiser terá,
Depois de demonstrar
Que o amor que sente é real e verdadeiro.

Serei a rainha do mundo
Quando viajar no profundo
Do meu coração
Cheio de sensação.

2007/2016

NO PAPEL

É interessante a caneta a escrever o papel.
As letras são redondas e perfeitas e ficam fixas com facilidade,
Logo que a caneta tenha tinta para escrever
E que a pessoa que a tenha na mão saiba juntar as letras
E fazer palavras maravilhosas de ouvir e ver.
Há tanto papel à espera de letrinhas...
De frases longas ou curtas...
De histórias tristes ou alegres...
De sentimentos profundos ou raros...
O papel aceita tudo o que lhe dão e não se ofende com nada...
Pelo menos ele nunca reclamou até hoje!...
Ou, se o fez, foi dum modo incompreensível.

TROCADILHO COM "TEMPO"

Tenho tempo.
Tanto tempo...
Algum tempo.
Longo tempo...
É tempo.

- Teremos tempo?
- Algum tempo.

- Tens tempo?
- Pouco tempo, mas é tempo.

Nosso tempo e esse tempo desse Tempo.

- Nesse tempo foi tempo de ir ao Tempo.

Para o Tempo com tempo.

BELEZA

A tua beleza é a beleza mais pura de toda a beleza existente.
A beleza é relativa.
Mas para mim é uma relação entre o interior e o exterior.
A tua beleza é a minha.
A beleza é de toda a gente.

POEMAS

Estes são os poemas novos para fazer rir ou chorar.
Os Poemas melhores que os poemas.
São Poemas e nunca foram outra coisa que poemas.
Quem quiser escrever um poema leia primeiro este.

HOJE

Hoje e apenas Hoje digo o mesmo que disse ontem:
Hoje é como se fosse ontem e amanhã.
O Hoje é sempre Hoje. Não existe outro, é universal.
Ontem já foi Hoje e o amanhã será Hoje.
Hoje tu dizes Hoje assim como amanhã e depois, e depois...

LAGARTIXA

Olha a Lagartixa que anda por aí!
É tão amarga, verde como o Sporting.

Olha uma Lagartixa a voar na Terceira!
É tão antiga, preta como o carvão.

Olha Lagartixa, vai pescar pessoas,
Foge, sai do meu território.

Olha, é Lagartixa e parece gente,
Come como um dragão e treme como o vento!

sábado, 2 de abril de 2011

MESES PRIMAVERIS

Quando a estação
Dos pássaros e das flores
Nos enche o coração
Encontramos amores,
Nem sempre definitivos,
Mas que nos fazem crescer
E com dor perceber
Que não havia incentivos.

O sol brilha nessas tardes
E a chuva escasseia,
O operário muda de ares
E o agricultor semeia.
A vida se modifica
E tudo é mais brilhante,
Esta época é rica
Como um diamante.

Eu vejo borboletas
A esvoaçar por aí
E com as asas abertas
Elas vêm para aqui
Para me cumprimentar,
Não são pretas nem verdes,
Têm a bela cor do mar
E nas rosas matam a sede.

domingo, 20 de março de 2011

SOLIDARIEDADE

Dê a sua mão
A quem precisa
E verá então
O que a solidariedade
E a amizade
Lhe ensina.

Porque sempre
Que ajuda alguém
Está-se a ajudar
A si também.
Sempre que ajuda
Os outros
Encontra
Alguns trocos.

SURPRESA MUITO ESPECIAL

- Faça favor de entrar!
Estava mesmo à sua espera.
Já foste comprar
Aquela tal soera?

- Ih, esqueci!...
Mas não se preocupe,
Nem me culpe,
Tive coisas para fazer.

- Não me poderás dizer?

- Não. Nem pensar.
É uma surpresa
Que estou a preparar.

- Que bom!
Adoro.

- Mas pode ter a certeza
Que não é para Vossa Excelência.

NA REPROGRAFIA

As senhoras contínuas
Da Reprografia
São bastante pacientes
E já devem estar fartas
De tirar tantas fotocópias
Para toda esta gente,
Já nem devem poder ver
Mais papel à frente.

O AMOR E EU

Quem chorou as lágrimas que enxugou?
Não foi o meu amor, fui eu.

Quem mentiu as palavras que proferiu?
Não fui eu, foi ninguém.

Quem olhou o espelho em que se viu?
Cada um que viu o que era seu.

Quem alcançou a correr o que atirou?
Deve ter sido alguém.

Só quem suspira um desejo
Gasto de pudicidade
Desperta a necessidade
Dum doce beijo!

Só quem aspira liberdade
Força um novo ensejo
Lutando por um arpejo
Delicado ganhando vaidade.

sexta-feira, 11 de março de 2011

A NECESSIDADE DE ESCREVER

O que eu escrevo não tem de ser real,
Contar a verdade sem cessar.
Posso inventar, imaginando sempre
Na esperança de encontrar
Um novo continente de felicidade
Para abrigar o pensamento.

A escrita é um meio de viajar,
Uma necessidade minha e de cada poeta.
Escrever tem de ser útil,
Pelo menos para o autor.

A poesia é mágica
E faz milagres ao ser;
As palavras tornam mais rica
A metáfora da vida
Que encontro a correr
Nas muralhas da bruma perdida.

AGE

Age, o mundo lá fora
Espera por isso,
Nada te pode deter.

Vai, enfrenta o medo
E segue em frente,
Não deverás desistir.

Cai, mas levanta-te depois
Com garra e fulgor
Intimando o receio.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

CARNAVAL DA ILHA TERCEIRA

Ao chegar o mês de Janeiro começam os ensaios das danças ou bailinhos de Carnaval, embora alguns se iniciem em Dezembro, quando o Entrudo é muito cedo, ou seja, no início de Fevereiro. Nem todas as freguesias as realizam, mas todas abrem os seus salões ou sociedades recreativas para as receberem.
Vários escritores escrevem os enredos, todos são naturais da ilha. O mais afamado é o Hélio Costa da Vila das Lajes com centenas de assuntos engraçados e críticos, embora o Ricardo Martins, da mesma localidade, também tenha grande mérito actualmente, assim como o João Mendonça, da freguesia da Agualva e outros homens de freguesias diversas. Algumas mulheres já se aventuraram na escrita de alguns enredos. Ultimamente, existem mais de cinquenta enredos todos os anos, mas em décadas anteriores a 1990 não eram assim tantas.
Fazem-se as danças de dia, ou seja, as de espada, que contam casos da vida real dramáticos que, por vezes, fazem chorar e as danças da noite - danças de pandeiro ou varinha (chamadas de bailinhos), são divertidas e muitas vezes criticam a sociedade ou contam histórias da televisão ou da vida real, mas sempre com sentido de humor e, muitas vezes, apimentadas.
Cada dança tem dançarinos, que, nas danças da noite, também são os músicos, pois cada um leva um instrumento e tocam, fazem uma coreografia simples, compõem duas filas, por vezes mais, mas muito escassamente, os rapazes muitas vezes ficam dum lado e as raparigas de outro, mas de outras há a intercalação de um de cada sexo, deixam sempre um espaço amplo no meio que é ocupado, a maior parte das vezes, por um mestre, o puxador da dança ou bailinho, levando na mão um pandeiro ou uma varinha ou até uma espada, no caso da dança ser de dia. Cada mestre usa chapéu com ou sem penas ou plumas, veste uma roupa diferente e mais bonita do que a dos restantes, canta a saudação, apresenta o assunto, participa nele (muito raramente) e canta a despedida. Vão todos vestidos a rigor. Os rapazes muitas vezes vão com blusa, colete e calças lisas finas, com dois ou mais tons, por vezes levam chapéu simples. As raparigas raramente levam chapéu, usam blusas e calças (poucas vezes) ou saias e blusas ou vestidos, no mesmo tom das roupas dos rapazes, com ornamentos, às vezes, a combinar com o assunto da representação teatral amadora, mas de grande valor e apreço cá na ilha. Na América e no Canadá também fazem dessas danças (de pandeiro ou espada) e algumas vêm cá actuar e as nossas vão lá. Algumas representações juntam pouquíssimos elementos que são chamadas de comédias, contudo, nem sempre têm a piada esperada, contendo mais crítica do que graça.
Em cada sociedade recreativa podemos encontrar algumas pessoas fantasiadas e com máscaras, às vezes, assustadoras, roupas diferentes das outras e por vezes fora do normal. Costumavam chamar-se a essas pessoas de Mascarados. Ultimamente, nas freguesias do Concelho da Praia da Vitória, já se vêem menos do que há anos atrás.
Gosto bastante da nossa festa de Carnaval. Costumava sentar-me nos salões a assistir às representações, porém, estes últimos anos, sigo com os elementos do bailinho pelos salões e também petisco qualquer coisa.
É no sábado de Carnaval que actualmente começam, passando agora a ser quatro dias, embora saibam sempre a pouco, apesar do cansaço. No sábado à noite, depois de actuarem no local de ensaio pela última vez, começam a dançar em diversos salões ao redor da ilha, e só param às tantas da madrugada. Após cada actuação nos salões das diferentes freguesias é servido aos elementos do bailinho e acompanhantes uns petiscos. Depois dos petiscos retornam aos seus carros ou carrinhas para se encaminharem para um novo salão de recepção de bailinhos de Carnaval. No domingo começam mais cedo, volta das três da tarde e vai pela noite dentro. Na segunda e na terça-feiras acontece o mesmo, só que nesse último dia terminam à meia-noite, começando a quarta-feira de Cinzas, dia em que todos os que participaram nessa festa dormem até depois do meio-dia, fazem jejum (porque se principia a Quaresma) e preguiçam para no dia a seguir voltarem ao trabalho.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A CALMA DOS DIAS

Os dias nunca são iguais,
Embora pareçam, -
Por serem monótonos
E até rotineiros, -
Porque o tempo
Está sempre a mudar
E o mundo a girar.

Nada é igual ao que foi!
Porquê tentar adivinhar
Ou prever os acontecimentos?
Deixemos que a surpresa
Nos invada as vidas
E vivamos com mais calma
No interior para podermos sorrir.

DESCOBERTA DE SI

Nasci com os outros
E como eles,
Mas com o passar
Dos dias e dos anos,
Diferenciei-me.
Eu senti qualquer coisa
Subir e se instalar;
Está aqui há muito tempo,
Mas não tinha mostrado:
A inspiração.

A existência
Supera a essência,
Muitas vezes o Humanismo
Põe-se à frente de tudo
E nos tornamos egocêntricos,
Sem nos darmos conta,
Do dia para a noite.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

RECORDAÇÕES

Palavras, leva o vento,
São os actos,
As preocupações,
Os sentimentos,
Os pequenos gestos
Que nos trazem
Mais recordações.

QUARTO AREJADO

Depois de muito, muito tempo
Às escuras e fechado,
O quarto foi arejado
Num dia em que não havia vento.

Os raios de sol voltaram
A entrar, alegraram
Os móveis expostos
Que andavam desejosos
Para mais um sorriso
Dum amigo querido
Que andava perdido,
Mas nunca esquecido.

Assim o quarto está tão bonito!
As paredes não param de sorrir
E os móveis de saltitar.
Jamais alguém conseguirá dormir,
Tudo isto vai excitar.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

A MAGIA DA VIDA

A magia da vida
É festejada por todos,
Porque todas as pessoas
Querem concretizar seus sonhos.

Também se percebe
O quanto a vida é mágica
Ao termos uma família
E ao se ser feliz
Junto do seu par.

Aproveitemos a vida
Enquanto a tivermos,
Porque depois de perdida
Já é tarde demais.

INTERIOR

A riqueza interior
Talvez esteja no coração,
Nos ossos, na alma ou nos orgãos.
Temos de a descobrir
Sem receio, com amor,
Pois somos capazes de sentir
A nossa voz oculta a subir
Pela encosta de frescura
Que o nosso espírito segura.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

NOITE DE REIS

O ano novo já entrou
E nós estamos felizes
Celebrando com amor
A tradição das raízes.

REFRÃO
Os Reis festejo
Sentindo grande alegria
E para vós desejo
Uma noite de magia.


A noite está estrelada,
Sai de nós grande emoção
Para esta praça iluminada
Que nos enche o coração.

REFRÃO

Nesta noite de lua cheia
Há sorrisos belos no ar
E em frente a esta assembleia
Mais paz pode-se encontrar.

REFRÃO

Naquela noite os três reis
Ao verem a gruta abençoada
Ofertaram o Menino Jesus
Sem esperar mais nada.

REFRÃO

Cantado na Praça Francisco Ornelas da Câmara em frente aos Paços do Concelho da Câmara Municipal.