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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

SANTAMARIA

SANTAMARIA, um grupo de encantar,
Antes e depois do CD escutar.
Ninguém sabe ficar sem dançar,
Tanto ritmo faz-nos 'explodir',
Admirar mais, não parar de vos ouvir.
Muita energia conseguem transmitir!
A fama não vos modifica,
Resplandece vossa personalidade rica!
Inteligentes, é palavra big but small...
Atenção!... Esse grupo é o melhor de Portugal!...

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

GATO COM 2 PERNAS

Um gato com duas pernas
Passeou na avenida,
Escreveu com várias penas
A história da sua vida.

O gato com duas pernas
Atravessou oceanos,
Voltou ao tempo das cavernas
E parou em todos os anos.

A MEU FAVOR

Por gostar de ti
Pus na tua boca
As palavras que não disseste,
Mas querias ter dito.

Para não me sentir
Tão só e triste
Pensei e fiz as coisas
À minha maneira
E resolvi charadas
Complicadas
Com um simples sorriso
Sem cometer
Nenhuma asneira.

Agora adoro a vida!

A vida tem cor,
Basta que eu use
A imaginação
E ponha a meu favor
Quaisquer situações.

Está nas minhas mãos
A minha felicidade.
Tudo é mar de rosas
Se eu quiser,
Só tenho que ruminar
Menos as situações
Desagradáveis
E levá-las para o meu lugar
Favorito - imaginação -
Transformá-las em feixe de luz
Radioso, luminoso, precioso,
Raro e harmonioso
Para mim.

27 de Julho de 2005

LUPI

A minha gata
Tem duas patas
De vez em quando,
Dá saltos como acrobata,
Gosta de poemas
E não está amando.

Ela dança devagarinho
Para não cair,
Não tem medo de música,
Não é como o gatinho
Que quer fugir,
Tem mais genica.

Esta gatinha
Já morreu
E deixou saudade.
Era pretinha.
Foi para o céu
Com 8 anos de idade.

sábado, 11 de setembro de 2010

SENTENÇAS

Passa um dia após o outro
E nada muda pró progresso.
Que regularidade!

SÁBIOS ignorados
Nas bermas duma estrada qualquer.
POETAS maltratados
A quem não lhes dão valor sequer.

MIÚDOS abandonados
A precisarem de abrigo e lar.
ALUNOS indisciplinados
A quem é dado o privilégio de estudar.

A VIDA é paga
Por um preço alto
E o consumidor trabalha
Sem ver o salário de imediato.

O cinismo acabrunha
A Penitência enjaulada
Comunicando sentenças
A quem vive presenças
De ignotas passagens.

Pesca raminhos de comunhão,
Deita fogo na solidão
e encaixa em mim a paz
Porque eu preciso dela
Para que a minha corrida
Neste mundo seja menos cansativa.

Dá-me um momento de glória
Com a força da tua fé, meu DEUS!
Não posso ter sempre a vitória,
Mas ao menos que possa
Saltar por cima duma humilhação.

Os mesquinhos não me afectam
Porque deles está longe a fé,
São uns infelizes
Por viverem afastados da compreensão.

A VIDA NÃO É FÁCIL

A Vida não é fácil:
Não existem sempre
Pessoas ao redor
Para nos defenderem.

Há certas alturas
Em que temos
De nos desenrascar sozinhos.

As asas da protecção
Fecham-se a determinada ocasião
E há que nos prepararmos
Para enfrentar a multidão,
o inimigo e a confusão
Sem chorar ou baixar os braços.

Pensemos que existe
Sempre alguém em pior situação que nós
Para não nos sentirmos decaídos.

Olhemos para o fundo do túnel
Vendo sempre a luz da esperança.

Os ferimentos não são eternos
E cabe a nós colocar-lhes um travão.

Para quê descer aos infernos
Se há tão perto o calor do verão?

Esvaziemos os copos das tempestades;
Implantemos frescura nas herdades
Da nossa vida escondida
E não tenhamos medo de dar a cara.
Não nos ocultemos atrás de nada
Que nos possa dar o indício de fracasso,
De receio, de incerteza e de solidão interior.

A força será a nossa constante
Para que o quotidiano não perca a graça,
O ritmo, a vontade, a certeza, a felicidade.
Tudo em nós tem de ser engendrado
De uma maneira a que a vitória
Esteja associada ao nome da nossa pessoa.

FUGA

Contei os meus infortúnios À injustiça
para tentar alcançar paz em mim,
Mas gastei os mistérios de lagos sem fim
Nas abóbadas da vida enfeitiçada com jasmim
E desperdiçada como as ervas dum jardim
cheio de glória, cor da flor de cortiça.

Já não me aguento a mim mesma!...
A preguiça é mesmo tanta
Que sinto-me uma lesma
Que sozinha por aí anda
Nas avenidas da escuridão macabra,
Marcada por um infortúnio de marca.

Gemo palavras incompreensíveis,
Rasgo papéis de carrasco e dor
Na purificação de um acto de amor
Manchado duma chama quente
Com um retrato de gente
Bordado na luz a mísseis.

Apanho formigas. é um acto de fuga
À monotonia desta vida abjecta!
arranjo desculpas para tudo o que me afecta
E atiro-me de cabeça em tudo o que faço
sem liberdade, lei gasta ou luta,
Que me leve para fora num só laço.

GRITOS DE ALMA

1.
A experiência
É a ausência
De consciência.

Tudo se destrói
Do mesmo modo
Que se constrói.

As coisas surgem
espontaneamente
E emergem
Do fundo
Para a superfície
Em instantes desconhecidos.

Não vale a pena
Querer saber
Porque é assim
E não deixa de ser.

Há que aceitar
Os erros e aprender
Para vir a crescer
exponencialmente
Em espírito e mente.

O que já aconteceu
É sempre uma lição,
Mesmo para quem não percebeu
Deixou de ser em vão.

2.
Canto na voragem
Da minha miragem
Na aparição
De aparição
De nova confraternização
De paz, raio e juízo...

Sou o destino
Duma estátua
De cariz latino
Na angústia duma vida.

Caminho nas pedras
Da minha pedrada
De glorificação
De saída amaldiçoada
Por espíritos do nada.

Rumores de cobras
Baixam o meu suor.
Cai as lágrimas
Num sacrilégio
De estúpidos privilégios
Caiados de emoção
Na cruz de São Sebastião.

Na ferida derradeira
Há sempre uma simples culpa
Duma raiz dupla
De desejo e cor.

Anunciação de sacrifícios duplos
Sai dum país de cobres pobres!

TRANSPOSIÇÃO

Sobranceiro a despedida
Em actos de glória informal.

Ainda vejo o teu rosto de anjo
Que transmite negação!...

Fecho os olhos, baixo a cabeça
Tentando a indiferença,
Mas isso até me fica mal
Porque não sou assim na vida,
Transmito o que tenho no coração.

Ah, quem me dera ser diferente!
De cabeça ao léu controlando o leme
Navegando sem receios
Ultrapassando baías e cabos,
Rochedos elevados e perigosos,
Trespassando as sombras
Da solidão e incerteza
Incidindo sobre elas
Um foco de luz de firmeza!...

Quem seria eu se assim fosse?
Seria melhor pessoa?
Teria as virtudes que tenho?
Habitariam em mim sentimentos nobres?
Morreria mais cedo?
Seria arrogante e fria
Ou forte e corajosa?

Ai, perguntas incompletas
Dai-me distância!
Os poetas
Sabem responder com o instinto,
Mas não sabem se acertaram
Em cheio no infinito.

Se não sei a verdade inteira
O destino assim previu.
Não vou dar cabo da mioleira
A pensar em coisas que nunca se viu.

PESSIMISMO

Porquê andar atrás
De quem não me quer?

Porquê gastar tempo
Com palavras sem actos?

Porquê ficar assim
Na recta final da vida
Por alguém insensível?

Porquê perder o tempo
Da minha alma
Para me tornar invencível
Se acabo por escorregar
Na minha casca de banana?

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

PENSO EM TI

1.
Para escrever isto e tudo o que seja, penso em ti.
Penso em ti a cada palavra, a cada gesto,
Mas pensar não basta para que tu saibas o que eu sinto.
Porém, não consigo evitar e só penso e não ajo nada.
Fico parada no tempo enquanto ele anda e me persegue
Sem eu ver o momento que passa sem te encontrar.
Estás aqui tão perto e eu passo meses sem te ver,
Embora esteja a ver-te todos os dias na minha mente.
És como um anjo, um deus ou um ídolo que está presente e não se vê.
2.
Visto a melhor roupa para sair para o caso de te encontrar.
Não sei se é em vão, mas eu não desisto.
Gosto de sair para qualquer lugar
Mesmo que não seja importante.
Sei que não interessa o que se veste,
Mas sim o interior e o olhar,
Que muitas vezes transmite
O contrário do que a aparência mostra.
Coloco o melhor perfume para seduzir
Para se, por acaso, te vir
E passar ao teu lado para deixar uma marca em ti,
Embora já possa ter algo meu em ti.
3.
Não sei o que pensas nem sentes,
Mas tens algo atraente,
Dás-me esperança de não ser esquecida
E perdurar no teu coração, mente e vida.
Os anos passam e eu estou aqui
À espera que tu estejas à espera de mim.
Também pensei te ter esquecido,
Mas esse amor estava apenas adormecido
E a crescer cada vez mais.
4.
Escrever-te não é fácil,
Embora possa parecer,
Descrever-te mais difícil é,
Por não te conhecer bem.

Janeiro de 2007

CONTO - O BALOIÇO ENCANTADO

Certo dia a mãe do Hugo mandou-o ir à mercearia comprar manteiga para a mãe acabar de fazer o bolo. Hugo foi, mesmo não tendo pachorra, pois não queria ver a sua mãe zangada.
Quando ia a caminho da mercearia passou por um parque onde haviam baloiços e escorregas, que entretinham dois miúdos. Olhou o relógio e viu que ainda era cedo, não tinham passado mais do que dois minutos que saíra de casa.
Já lá iam quase duas horas e o rapaz não regressava.
A mãe começava a ficar em apuros:
- Mas o que terá acontecido ao Hugo? Terá tido um acidente?
E foi então que disse à filha mais nova para ir até à mercearia do Senhor Juvenal e que tentasse saber o que tinha acontecido ao irmão.
A rapariga foi e quando encontrou o irmão a andar de baloiço disse-lhe:
- A mãe está muito preocupada contigo. Vai ficar muito zangada quando souber que ainda não compraste nada.
O irmão não lhe respondeu.
Quando Dalila olhou para um baloiço vazio correu para ele como se esse o tivesse chamado e não disse mais nada.
Já estava a entardecer e a mãe dos pequenos estava furiosa por ainda não terem chegado. Daqui a nada o marido regressaria do trabalho e ela estava atrasada com o jantar e com o seu bolo de aniversário!
Então a mãe dirigiu-se ao mercado para ralhar com os filhos pelo atraso. Quando viu a filha puxou-a por um braço dizendo:
- Será que falei chinês! Não te mandei vir andar de baloiço... - Mas assim que olhou o baloiço despejado sentou-se nele.
Dalila puxou o irmão proferindo:
- Tens que ir comprar manteiga que a mãe está um fera.
O rapaz seguiu imediatamente para a mercearia.
Depois de ter comprado a barra de manteiga viu numa árvore um ninho de melro-preto. Olhou para os baloiços, que não ficavam longe dali, e viu a mãe e a irmã lá sentadas pensando:
«Estão entretidas. Posso muito bem ir buscar os melros ao ninho que minha mãe não vai brigar.»
O problema era subir a árvore. Tinha as mãos ocupadas com a manteiga! Foi então que teve uma ideia: colocou a embalagem de manteiga no caixote do lixo e subiu à árvore sem problemas. Ao avistar o ninho de perto tirou um melro, deixando lá dois. Quando tentava descer a mãe do pequerrucho surgiu e deu-lhe bicadas nas mãos. Hugo desequilibrou-se e escorregou da árvore caindo aos pés do pai. Este ao vê-lo perguntou zangado:
- Que andas tu a fazer? Quantas vezes já te avisaram para não ires aos ninhos?
Hugo levantou-se com o melro na mão. O pai puxou-lhe uma orelha para o ajudar a levantar-se e retirou o melro morto da mão do rapaz atirando-o para o caixote do lixo dizendo:
- Não fizeste mais nada senão matar um ser vivo.
Quando o pai virou costas ele foi ao caixote do lixo e retirou de lá a embalagem de manteiga.
O marido ao deparar-se com a esposa e a filha a andarem de baloiço ficou deveras admirado e ao ver o escorrega sozinho resolveu recordar os tempos de criança e ir dar uma voltinha nele.
Hugo olhava a cena pasmado pensando:
«Como é que os pais podem ralhar com os filhos se fazem coisas semelhantes?»
E depois começou-se a rir e foi ter com o pai colocando a embalagem da manteiga no boné e colocando-o na cabeça.




MORAL DA HISTÓRIA:
- "Quem quer vai, quem não quer manda;"
- "Se queres uma coisa bem feita tens que ser tu a fazê-la";
- "Faz o que eu digo e não o que eu faço";
- "Conforme é o pássaro assim é o ninho".