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sábado, 11 de setembro de 2010

GRITOS DE ALMA

1.
A experiência
É a ausência
De consciência.

Tudo se destrói
Do mesmo modo
Que se constrói.

As coisas surgem
espontaneamente
E emergem
Do fundo
Para a superfície
Em instantes desconhecidos.

Não vale a pena
Querer saber
Porque é assim
E não deixa de ser.

Há que aceitar
Os erros e aprender
Para vir a crescer
exponencialmente
Em espírito e mente.

O que já aconteceu
É sempre uma lição,
Mesmo para quem não percebeu
Deixou de ser em vão.

2.
Canto na voragem
Da minha miragem
Na aparição
De aparição
De nova confraternização
De paz, raio e juízo...

Sou o destino
Duma estátua
De cariz latino
Na angústia duma vida.

Caminho nas pedras
Da minha pedrada
De glorificação
De saída amaldiçoada
Por espíritos do nada.

Rumores de cobras
Baixam o meu suor.
Cai as lágrimas
Num sacrilégio
De estúpidos privilégios
Caiados de emoção
Na cruz de São Sebastião.

Na ferida derradeira
Há sempre uma simples culpa
Duma raiz dupla
De desejo e cor.

Anunciação de sacrifícios duplos
Sai dum país de cobres pobres!

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