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sexta-feira, 24 de maio de 2013

CRÓNICA - EU E AS TOURADAS À CORDA

Dia 1 de Maio foi o dia do regresso das típicas touradas à corda. No Dia do Trabalhador também houve a exposição dos tradicionais bonecos de pano, embora menos que em épocas passadas. Os Maios representam sempre cenas do quotidiano terceirense e por vezes entram na tourada, ajudando o capinha a atiçar o touro.
Apesar do tempo estar agradável ainda não fui a nenhuma tourada este ano de 2013. Mas sou uma grande aficionada de touradas e vacadas. Em anos passados já assisti a mais de 40 corridas por ano, nos dois concelhos, como foi o caso dos anos 2006 e 2007. Começava em Maio e só terminava em Outubro, muitas vezes no dia 15. Nos últimos anos tenho baixado a minha presença nestas festas devido à falta de tempo e de companhia, mas tento ir às melhores.
O ano passado, por exemplo, fui à festa do Emigrante e à tourada na Vila de São Sebastião, fazendo parte da excursão, também passei o dia no Porto dos Biscoitos e lá tirei esta foto.
À anos atrás quase acampei na mata da Serreta na segunda-feira, estive lá de manhã até à noite. Também já assisti aos touros no Areal da Praia. Das touradas e vacadas da minha Vila das Lajes não costumo perder quase nenhuma, só se chover muito.
Aqueles aficionados que têm tempo de sobra vão até ao mato pelas 10 horas da manhã diversas vezes por ano, dependendo do ganadeiro. Eu normalmente vou pouco, pois falta-me transporte e disponibilidade. Quando vejo o touro muitas vezes já são cerca das 18 horas e já está no arraial.
São tão ledas as tardes de fim de primavera, verão e início de outono! Desde criança que adoro estas festas de rua, este burburinho do povo e dos pregões, que dão outro sabor à tourada. Há constantemente folia e a tasca enche-se de muitas iguarias.
Uma tourada ou bezerrada é sempre uma tarde bem passada onde se vê gente conhecida, se conversa, se namora, se petisca, se descansa, se respira ar puro e se inspira para poetizar. Estou muito grata por ter nascido nesse pedaço do arquipélago açoriano!
Adoro todos os ganadeiros, e agora aparecem cada vez mais, cada um tem touros especiais, mesmo que não façam muita algazarra, é muito bom ver os animais a correr de um lado para o outro no caminho, eles gostam de ver gente e de estar num lugar diferente. O touro faz sempre alguma coisa, mesmo que não olhe para o palanque em que eu estou. Embora, por perto, haja gritos e caidelas nos palanques nunca me aconteceu nada. Aprecio muito o trabalho dos capinhas, são uns artistas, uns profissionais na arte de capear e brincar com o touro.
Estes cinco meses e meio de touradas à corda prometem muita animação. Não há terra como a Ilha Terceira, pois é nessa ocasião que os turistas aparecem mais e é raríssimo que não pisem tal festa.

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