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sexta-feira, 9 de julho de 2010

ESCREVER

Sentada, até me fartar,
Ouço o que me vem à cabeça
E espero guardar
O que de melhor apareça.

Se o destino assim quis
Eu vou escrever poemas,
Mas, se acaso, não tiver sucesso
Há-de haver muitas penas
A cair do meu regaço
Porque escrever é uma magia
E eu sinto um abraço
Mesmo estando vazia.

A caneta não consegue apanhar
Tudo o que vem à memória,
Mas hei-de encontrar
Algo para escrever uma história
Que eu conto sem contar
Na estante que é a vida
Cheia de livros para desvendar,
Cheia de cânticos e perdida
No orvalho que amanhece
Todos os dias sem chorar
E que sempre nos enaltece
Por não nos querer dar
A sua melhor chuva,
Pois tem pena da amiga
Que pula de uva em uva
À espera duma briga.

Hoje já está a findar
Não vai poder ser,
Mas no futuro vai dar
Para escrever sem me aborrecer.

Pois a escrever
Dá-se uma lição
Para se perceber
De onde vem a emoção.

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