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terça-feira, 4 de maio de 2010

Despejar Recordações

Não quero nem posso ficar assim
Com este peso em cima de mim.
Necessito de paz e descanso.

Às vezes, tudo o que tenho
Possuo-o na imagem.
Nunca sei o que pretendo,
Ando sem rumo a brincar com o ar
E com a vida sem dar passos concretos,
Desatino nas noites em claro
Vejo o fogo das neblinas incendiar
As colinas dos meus horizontes,
Toda a magia conseguida foi vivida
Como em loucura branda
Já nem sei nada de nada.

Procuro as forças na música que escuto
Para despertar o sono que tenho
E descarregar o que me faz mal.

O mar agora está mais calmo,
Há ondas leves e fofas a banhar
Os sentimentos da dor que sinto,
Os vagares mal se vêem,
Tudo está melhor, muito melhor.

A paz anda à volta da minha cabeça,
Meu cérebro está vazio e precisa de coisas,
Ou melhor, precisa se renovar.
A reciclagem está cheia.
Tenho que escrever e despejar
Aquilo que está a mais:
As preocupações e o passado;
Estas coisas têm de sair da minha mente
E de ficarem escritas para que não se esqueçam.
Preciso dormir e me renovar,
Tenho que renascer para a vida.
Há novas etapas por cumprir.
Há que mexer os pés e todo o corpo.
Agir e não esperar que tudo venha até aqui.

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