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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

CRÓNICA BIOGRÁFICA - BAHIANO ROMANCISTA

Em todos os séculos existe um escritor ou poeta que se destaca. E, no século XX, foi Jorge Amado o escolhido. Nasceu no verão de 1912, no dia 10 de Agosto, em Itabuna, Bahia. Os pescadores trabalhavam nessa altura.
Alguns verões passaram e ele cresceu. Tornou-se um escritor, escreveu grandes romances, baseados na sua terra, mencionando as dificuldades passadas.
O seu primeiro romance, O País do Carnaval, foi publicado em 1931, e vendeu mais de mil exemplares, sendo feita uma 2ª edição.
Em 1935, publicou um romance que destacava a vida dos negros na Bahia, Jubiabá, e teve um grande impacto. Deu origem a uma radionovela em 1946, a duas peças teatrais, e foi adaptado para o cinema e para a TV, com produção franco-brasileira, sendo transmitido na França.
Em 1936, publica o romance Mar Morto, que foi escrito em quinze noites, depois de ele sair da prisão por motivos políticos. Recebe o Prémio Graça Aranha no mesmo ano. Esse romance foi traduzido para diversas línguas, além de transformado em radionovela, em 1940, e adaptado para o cinema, em 1957. Dorival Caymmi fez uma música sobre esse tema.
Em 1937, saiu a público Capitães de Areia. Além de muitas traduções, também foi adaptado para telenovela, em 1989, representado em três espetáculos de dança, na dácada de 80 - dois deles estrangeiros -, e esteve no cinema em 1971. Exibirão um filme sobre a obra recentemente.
Em 1956, saiu para o mercado o romance Gabriela, Cravo e Canela. Além de várias edições, também foi traduzido para inúmeras línguas e adaptado para telenovela na década de 80.
Em 1966, chega às livrarias o romance Dona Flor e seus Dois Maridos. Foi exibido em cinema no ano de 1976, assim como adaptado para mini-série de TV em 1977 e representado no teatro. Ganhou destaque não só pela história como também pelo conteúdo gastronómico da Bahia.
Em 1977, foi publicado o romance Tieta do Agreste, que apresenta o dia-a-dia de uma Bahia renovada, com a influência da cultura hippie e as ameaças das novas indústrias. Teve direito a uma mini-série na TV em 1990, com a atriz Betty Faria como protagonista. Anos depois, fizeram um filme baseado nessa famosa obra.
Em 1984, surge o romance Tocaia Grande, que falava da construção de um povoado no início do século, de suas gentes e da história da sua cidade. Foi traduzido em diversas línguas estrangeiras e, em 1995, teve adaptação para novela de TV.
Embora queira destacar o romancista que ele foi, é importante salientar que estudou Direito no Rio de Janeiro na década de 30, foi jornalista e político. Porém, sua faceta de escritor o elevou, principalmente depois de se tornar romancista. Não existe outro escritor como ele no Brasil. Vendeu milhares de livros e ganhou o Prémio Camões em 1994. A obra teve versões em braille e em áudio para cegos.
É hoje considerado o melhor romancista e o maior escritor brasileiro do século XX. Vinte e cinco romances deu a conhecer ao mundo, embora também tenha escrito poemas, contos, crónicas, biografias, autobiografia, memórias e livros infantis.
Em 1986, inaugurou-se em Salvador da Bahia, a Fundação Casa de Jorge Amado, que mostra as diversas obras literárias do autor, quer em livros, quer em manuscritos, revistas, traduções e fotografias.

Março

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