O Sr. Euclides Álvares
Merece uma homenagem
Porque é um homem da rádio.
Sua voz ecoa pelos ares
E o seu espírito jovem
Dá a todos mais força e brio.
4 de Dezembro
sábado, 7 de janeiro de 2012
domingo, 1 de janeiro de 2012
NOITE BELA FORMOSA
Noite Bela e Formosa
É esta noite de Reis!
Desfilamos na rua airosa
Louvando este dia seis.
Cantamos bonitas canções
Neste dia tão aclamado,
Ouvem-nos multidões
O serão está animado
Com Jesus nos nossos corações.
Nesta noite de Janeiro
Brilham lindas estrelas,
O luar será o primeiro
A querer recebê-las.
A animação enche a rua
Com desfile gigantesco,
Do céu sorri-nos a lua,
O tempo está mais fresco
E este belo som flutua.
Dezembro de 2009
Cantado desde a Igreja Matriz de Santa Cruz até à Praça Francisco Ornelas da Câmara.
É esta noite de Reis!
Desfilamos na rua airosa
Louvando este dia seis.
Cantamos bonitas canções
Neste dia tão aclamado,
Ouvem-nos multidões
O serão está animado
Com Jesus nos nossos corações.
Nesta noite de Janeiro
Brilham lindas estrelas,
O luar será o primeiro
A querer recebê-las.
A animação enche a rua
Com desfile gigantesco,
Do céu sorri-nos a lua,
O tempo está mais fresco
E este belo som flutua.
Dezembro de 2009
Cantado desde a Igreja Matriz de Santa Cruz até à Praça Francisco Ornelas da Câmara.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
NATAL E ANO NOVO
Está a chegar o Natal
E o Menino está aqui,
Não há nada de mal
Para mim e para ti.
A Paz vai reinar,
O Amor e a Saúde também;
Quando o novo ano despertar
Todos estaremos bem.
Se a chuva cair
Será pouca e amena,
Conseguiremos resistir
À mudança de cena.
E não haverá tempestades
Nem brigas ou maldades,
Só Compreensão com cada par,
Só União em cada lar.
13 de Dezembro
E o Menino está aqui,
Não há nada de mal
Para mim e para ti.
A Paz vai reinar,
O Amor e a Saúde também;
Quando o novo ano despertar
Todos estaremos bem.
Se a chuva cair
Será pouca e amena,
Conseguiremos resistir
À mudança de cena.
E não haverá tempestades
Nem brigas ou maldades,
Só Compreensão com cada par,
Só União em cada lar.
13 de Dezembro
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
NATAL
O Natal está em todo o lado.
Todos vão às compras.
Gastar não é pecado
Só interessam as montras.
14-11-2011
Está neste site http://www.culturarevista.jor.br./
Todos vão às compras.
Gastar não é pecado
Só interessam as montras.
14-11-2011
Está neste site http://www.culturarevista.jor.br./
domingo, 6 de novembro de 2011
Conto - UMA VIDA ARTÍSTICA
Faminha era uma jovem de dezoito anos que morava na cidade de Lisboa e tinha o sonho de ser cantora desde pequena.
Apaixonara-se pelo compositor português afamado, U, e aos dezoito anos, decidira deixar de estudar e construir uma carreira musical.
Fez testes de voz no estúdio de U. Ele ficou impressionado ao ouvi-la cantar, tinha uma voz muito bonita! Decidiu logo compor para ela, tanto a música como a letra. Um sonho da rapariga tornou-se realidade e ela iniciou-se no mundo da música em pouco tempo.
Depois de várias sessões fotográficas e da gravação do cd, o “Sonho” foi para o mercado. O seu estilo pop/rock cativou de imediato o público em geral e vendeu muito. Saiu em revistas e foi entrevistada na tv e na rádio. Houve convites de outros cantores para fazerem duo com ela. Faminha aceitou. Cativava muita gente e já tinha um clube de fãs, recebia muitas cartas, algumas de amor, mas nem mesmo assim conseguia esquecer U que se mantinha em silêncio quanto aos seus sentimentos, mas a deixava esperançada pelos seus olhares, palavras e sorrisos.
No ano seguinte, voltou ao estúdio e resolveu escrever algumas letras também, pois o produtor/compositor tinha muito trabalho. Mesmo assim, U arranjou tempo de escrever uma balada muito romântica. Ela sentiu-se mais apaixonada, apesar dele não se declarar concretamente.
«- Ele escrevera isso a pensar em mim!» - Pensou ela rejubilante.
Encheu-se de coragem e questionou:
- Quem é a tua musa inspiradora?
- Ninguém. - Respondeu - Baseei-me noutras canções antigas. Acho que vai ficar muito bem na tua voz.
O coração de Faminha entristeceu. Porém, ainda pôde perguntar:
- Então você não está apaixonado por alguém?
- Já estive. Sofri muito por amor. Agora vivo para o trabalho. - Retorquiu ele voltando-lhe as costas, aproximando-se da mesa de mistura.
Ela não quis falar mais no assunto para não o chatear. Não falou de si.
Outro cd foi editado, a internacionalização aconteceu. Novos convites de duetos surgiram, entrevistas e concertos. Participou numa série policial como investigadora. Adorou a experiência! Estava a realizar mais um dos seus sonhos, ser actriz. A honra e glamour dela estavam cada vez maiores, devido à sua carreira artística na música! Só faltava arranjar um namorado.
Um dia iniciou algo com um fã lisboeta, que lhe escreveu um poema, e tentou fazer ciúmes ao U. Não sabe ao certo se ele ficou com ciúmes dela ou da situação em que ela estava. Não demorou muito tempo para que aceitasse outra proposta para participar numa telenovela. Desta vez a sua personagem tinha um par.
Demétrio, o namorado, não gostou nada da ideia. Contudo, ela tentou convencê-lo, entre carícias:
- Sempre quis participar numa telenovela. Não podes proibir-me.
- Começamos a namorar há dois meses e agora já te vais meter com...
Ela mandou-o calar com um dedo na boca e afiançou-lhe:
- Eu sou uma mulher fiel. Esse papel na novela não mudará em nada o que sinto por ti.
- Oxalá que não mude, pois estou a gostar muito de ti e não te quero perder.
- Nunca me perderás se estiveres sempre do meu lado. - E beijou-o.
A telenovela teve sucesso. Não era a protagonista, mas pertencia ao elenco principal e a personagem não era vilã. O jovem que contracenava com ela era bonito e seu fã, mas não se apaixonou por ele, com a reviravolta das cenas, do corta e avança, não houve muita ligação íntima e sabia que as palavras ditas eram decoradas.
Apesar das gravações da novela não abdicava dos concertos, embora fossem marcados menos. Ficou com mais fãs, sentia isso a cada virar da esquina.
Depois da telenovela acabar com um final feliz ela sentia o desejo de uma pausa e de momentos a dois. Tirou um mês de férias com Demétrio e foram para o Arquipélago de Cabo Verde, para a ilha do Sal. Tinha a conta bancária a transbordar e estava radiante com o seu sucesso, tanto como mulher, cantora e actriz. Demétrio propôs-lhe:
- E se ficássemos cá o resto do ano?
- Não sei se deva me ausentar tanto tempo...
- A ti não custa nada e para mim seria bastante benéfico, ficava mais tempo longe daquele escritório que já estou farto e ficava mais tempo junto a ti. - E sorriu abraçando-a.
- Pois, era bom. Comprávamos uma casa na praia. - Vagueou concluindo - De facto tenho dinheiro suficiente para o resto da vida. Quase nem precisava trabalhar mais.
- Então, faz isso: foge um pouco da ribalta.
- Não posso. A minha vida sem os palcos nunca seria a mesma. E não quero afastar-me muito dos meus pais. Terás de me compreender para que a relação resulte.
- Eu compreendo-te, mas não quero voltar a ter os ciúmes que senti quando te vi na tv.
- Não voltarás a senti-los porque eu sou toda tua. - E beijou-o.
Depois foram dar um mergulho na piscina.
Quando voltaram a Portugal ela voltou ao estúdio e aceitou fazer parte duma banda, cujo os três elementos eram seus fãs, oriundos de Angola, e queriam que ela fosse a vocalista. U fora mais uma vez o compositor e demonstrava admiração por ela. Sentia que o seu olhar estava diferente para com ela, mas nunca lhe mandara nenhum piropo. Era apenas um dos amores de juventude que ficava na história da sua vida!
Mais uma vez Demétrio se enciumou com os encontros dela para ensaiar com outros rapazes, mas ela convenceu-o a entrar para a banda também e a deixar o escritório. Ele não pensou duas vezes e tornou-se em baterista. A banda teve sucesso, o estilo era inovador, um pop/rock com sons africanos.
Faminha cativava todos com a sua belíssima voz, tanto em português como em inglês, em qualquer continente.
Mais tarde saíra um livro com a biografia dela e da banda, contando também alguns pormenores da sua vida antes de se iniciar nos diversos palcos.
Apaixonara-se pelo compositor português afamado, U, e aos dezoito anos, decidira deixar de estudar e construir uma carreira musical.
Fez testes de voz no estúdio de U. Ele ficou impressionado ao ouvi-la cantar, tinha uma voz muito bonita! Decidiu logo compor para ela, tanto a música como a letra. Um sonho da rapariga tornou-se realidade e ela iniciou-se no mundo da música em pouco tempo.
Depois de várias sessões fotográficas e da gravação do cd, o “Sonho” foi para o mercado. O seu estilo pop/rock cativou de imediato o público em geral e vendeu muito. Saiu em revistas e foi entrevistada na tv e na rádio. Houve convites de outros cantores para fazerem duo com ela. Faminha aceitou. Cativava muita gente e já tinha um clube de fãs, recebia muitas cartas, algumas de amor, mas nem mesmo assim conseguia esquecer U que se mantinha em silêncio quanto aos seus sentimentos, mas a deixava esperançada pelos seus olhares, palavras e sorrisos.
No ano seguinte, voltou ao estúdio e resolveu escrever algumas letras também, pois o produtor/compositor tinha muito trabalho. Mesmo assim, U arranjou tempo de escrever uma balada muito romântica. Ela sentiu-se mais apaixonada, apesar dele não se declarar concretamente.
«- Ele escrevera isso a pensar em mim!» - Pensou ela rejubilante.
Encheu-se de coragem e questionou:
- Quem é a tua musa inspiradora?
- Ninguém. - Respondeu - Baseei-me noutras canções antigas. Acho que vai ficar muito bem na tua voz.
O coração de Faminha entristeceu. Porém, ainda pôde perguntar:
- Então você não está apaixonado por alguém?
- Já estive. Sofri muito por amor. Agora vivo para o trabalho. - Retorquiu ele voltando-lhe as costas, aproximando-se da mesa de mistura.
Ela não quis falar mais no assunto para não o chatear. Não falou de si.
Outro cd foi editado, a internacionalização aconteceu. Novos convites de duetos surgiram, entrevistas e concertos. Participou numa série policial como investigadora. Adorou a experiência! Estava a realizar mais um dos seus sonhos, ser actriz. A honra e glamour dela estavam cada vez maiores, devido à sua carreira artística na música! Só faltava arranjar um namorado.
Um dia iniciou algo com um fã lisboeta, que lhe escreveu um poema, e tentou fazer ciúmes ao U. Não sabe ao certo se ele ficou com ciúmes dela ou da situação em que ela estava. Não demorou muito tempo para que aceitasse outra proposta para participar numa telenovela. Desta vez a sua personagem tinha um par.
Demétrio, o namorado, não gostou nada da ideia. Contudo, ela tentou convencê-lo, entre carícias:
- Sempre quis participar numa telenovela. Não podes proibir-me.
- Começamos a namorar há dois meses e agora já te vais meter com...
Ela mandou-o calar com um dedo na boca e afiançou-lhe:
- Eu sou uma mulher fiel. Esse papel na novela não mudará em nada o que sinto por ti.
- Oxalá que não mude, pois estou a gostar muito de ti e não te quero perder.
- Nunca me perderás se estiveres sempre do meu lado. - E beijou-o.
A telenovela teve sucesso. Não era a protagonista, mas pertencia ao elenco principal e a personagem não era vilã. O jovem que contracenava com ela era bonito e seu fã, mas não se apaixonou por ele, com a reviravolta das cenas, do corta e avança, não houve muita ligação íntima e sabia que as palavras ditas eram decoradas.
Apesar das gravações da novela não abdicava dos concertos, embora fossem marcados menos. Ficou com mais fãs, sentia isso a cada virar da esquina.
Depois da telenovela acabar com um final feliz ela sentia o desejo de uma pausa e de momentos a dois. Tirou um mês de férias com Demétrio e foram para o Arquipélago de Cabo Verde, para a ilha do Sal. Tinha a conta bancária a transbordar e estava radiante com o seu sucesso, tanto como mulher, cantora e actriz. Demétrio propôs-lhe:
- E se ficássemos cá o resto do ano?
- Não sei se deva me ausentar tanto tempo...
- A ti não custa nada e para mim seria bastante benéfico, ficava mais tempo longe daquele escritório que já estou farto e ficava mais tempo junto a ti. - E sorriu abraçando-a.
- Pois, era bom. Comprávamos uma casa na praia. - Vagueou concluindo - De facto tenho dinheiro suficiente para o resto da vida. Quase nem precisava trabalhar mais.
- Então, faz isso: foge um pouco da ribalta.
- Não posso. A minha vida sem os palcos nunca seria a mesma. E não quero afastar-me muito dos meus pais. Terás de me compreender para que a relação resulte.
- Eu compreendo-te, mas não quero voltar a ter os ciúmes que senti quando te vi na tv.
- Não voltarás a senti-los porque eu sou toda tua. - E beijou-o.
Depois foram dar um mergulho na piscina.
Quando voltaram a Portugal ela voltou ao estúdio e aceitou fazer parte duma banda, cujo os três elementos eram seus fãs, oriundos de Angola, e queriam que ela fosse a vocalista. U fora mais uma vez o compositor e demonstrava admiração por ela. Sentia que o seu olhar estava diferente para com ela, mas nunca lhe mandara nenhum piropo. Era apenas um dos amores de juventude que ficava na história da sua vida!
Mais uma vez Demétrio se enciumou com os encontros dela para ensaiar com outros rapazes, mas ela convenceu-o a entrar para a banda também e a deixar o escritório. Ele não pensou duas vezes e tornou-se em baterista. A banda teve sucesso, o estilo era inovador, um pop/rock com sons africanos.
Faminha cativava todos com a sua belíssima voz, tanto em português como em inglês, em qualquer continente.
Mais tarde saíra um livro com a biografia dela e da banda, contando também alguns pormenores da sua vida antes de se iniciar nos diversos palcos.
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2011,
XXXV Concurso Internacional de Literatura
terça-feira, 4 de outubro de 2011
DEPOIS DE TANTO TEMPO
Depois de tanto tempo a correr
Sem te encontrar,
Eu peço ao vento p'ra me levar
P'ra perto do teu olhar.
Depois de tanto tempo a sofrer
Agora necessito de te ver,
Depois de tanto tempo sem te ter
Eu peço um momento p'ra te amar.
Adoro correr,
Adoro os amigos,
Mas não posso viver
Sem estar contigo,
Quero mostrar do que sou capaz
Com um doce beijo ao luar
Nesta divina noite de paz
Cheia da brisa do mar.
2003/2011
Vila das Lajes
Sem te encontrar,
Eu peço ao vento p'ra me levar
P'ra perto do teu olhar.
Depois de tanto tempo a sofrer
Agora necessito de te ver,
Depois de tanto tempo sem te ter
Eu peço um momento p'ra te amar.
Adoro correr,
Adoro os amigos,
Mas não posso viver
Sem estar contigo,
Quero mostrar do que sou capaz
Com um doce beijo ao luar
Nesta divina noite de paz
Cheia da brisa do mar.
2003/2011
Vila das Lajes
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
APROXIMA-SE SEM VINDIMA?
Quando entrei no lagar
Não vi
Pingos de vinho
Nem senti
O cheiro da uva fresca e boa,
Mas não foi à toa
Que fui vindimar,
Mas para algumas pessoas
Quem não vai uvas pisar
Não vindimou.
Será que estamos a ficar
Sem vindima?
Olhei ao redor e reflecti
Sobre este pequeno lugar...
Como se poderia acabar
A tradição que via anos durar?
Eu nem queria acreditar
Tanta uva apanhei.
Como não vindimei?
Será que a modernidade
Roubara as coisas antigas
E que só aparecem formigas
Nesta idade
Para bebericar.
Não vi
Pingos de vinho
Nem senti
O cheiro da uva fresca e boa,
Mas não foi à toa
Que fui vindimar,
Mas para algumas pessoas
Quem não vai uvas pisar
Não vindimou.
Será que estamos a ficar
Sem vindima?
Olhei ao redor e reflecti
Sobre este pequeno lugar...
Como se poderia acabar
A tradição que via anos durar?
Eu nem queria acreditar
Tanta uva apanhei.
Como não vindimei?
Será que a modernidade
Roubara as coisas antigas
E que só aparecem formigas
Nesta idade
Para bebericar.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Soneto - DE TANTO ESPERAR PELO TEU AMOR
De tanto esperar pelo teu amor
Tenho receio de um dia vir a perder,
Este sentimento que me faz viver,
E mergulhar numa tão fina dor.
Estou infeliz, a esmorecer,
Já nem sei o que é frio ou calor...
De tanto esperar pelo teu amor
Meu coração não pára de sofrer.
Detesto quando não te vejo olhar.
Queria que estivéssemos aqui
Os dois, sem investir no verbo ir…
Mas temo nunca mais te encontrar.
Junto a ti não terei nenhum lugar.
Então, o que será de mim sem ti?
2003/2011
Tenho receio de um dia vir a perder,
Este sentimento que me faz viver,
E mergulhar numa tão fina dor.
Estou infeliz, a esmorecer,
Já nem sei o que é frio ou calor...
De tanto esperar pelo teu amor
Meu coração não pára de sofrer.
Detesto quando não te vejo olhar.
Queria que estivéssemos aqui
Os dois, sem investir no verbo ir…
Mas temo nunca mais te encontrar.
Junto a ti não terei nenhum lugar.
Então, o que será de mim sem ti?
2003/2011
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