Ninguém morre sozinho,
Todos estamos ligados
E, de nós, vai um pedacinho
Com os antepassados.
Não nos falta bocados,
Então ninguém morreu
Ficaram partes no passado
Que já se esqueceu.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
A VIDA
Crescer! Crescer!...
Pensar! Pensar!...
Sorrir! Sorrir!...
Sentir! Sentir!...
Amar! Amar!...
Morrer! Morrer!...
É preciso
Dar vida
Ao mundo
E fazer dum sorriso
O melhor Paraíso.
É preciso
Ter coragem
De sentir a liberdade
E aproveitá-la bem,
Porque a melhor vantagem,
Para chegar mais além,
É começar por não ser ninguém
Para outro alguém.
É preciso
Fingir não saber
Que a vida é transitória
E que vamos morrer.
Pensar! Pensar!...
Sorrir! Sorrir!...
Sentir! Sentir!...
Amar! Amar!...
Morrer! Morrer!...
É preciso
Dar vida
Ao mundo
E fazer dum sorriso
O melhor Paraíso.
É preciso
Ter coragem
De sentir a liberdade
E aproveitá-la bem,
Porque a melhor vantagem,
Para chegar mais além,
É começar por não ser ninguém
Para outro alguém.
É preciso
Fingir não saber
Que a vida é transitória
E que vamos morrer.
TEMPO
1.
Às vezes, o tempo
Não é favorável, há tragédia,
Frio e trovoada.
Outras vezes é bom,
Brilha o sol e há tourada,
Festa, calor, vai-se à praia.
2.
O relógio está a andar
Há tanto tempo...
Quando será que nos encontramos?
Como o posso adiantar?
Será que dá tempo?
Temos de obedecê-lo,
Senão toda a gente está perdida.
Tenho de esperar
E dar tempo a esse tempo,
Quando ele achar
Que é naquela hora
Ele diz-me para avançar,
Mas, por enquanto... agora
Ainda não é o momento.
3.
Há tempos em que parece
Que o tempo
Tira o nosso tempo
Para se alongar
A si mesmo.
Será bom isso acontecer?
Se calhar é,
Assim todos têm mais tempo
Porque o tempo é mais longo.
4.
Dizem que o tempo
Cura tudo: talvez esqueça
Certas desilusões...
Mas oxalá que não desapareça
Da minha cabeça
Grandes lições!
Com o tempo vêm:
A esperança,
A saudade
E a recusa,
Uma viagem,
Longa aliança,
Duradoura amizade,
Mais uma blusa.
5.
Com o passar do tempo
São levados aqueles
Que mais queremos
E não podemos
Evitar.
Algumas vezes,
Com o tempo,
Vêm problemas
Que custam a passar
E que temos
De ultrapassar
Para continuar.
Às vezes, o tempo
Não é favorável, há tragédia,
Frio e trovoada.
Outras vezes é bom,
Brilha o sol e há tourada,
Festa, calor, vai-se à praia.
2.
O relógio está a andar
Há tanto tempo...
Quando será que nos encontramos?
Como o posso adiantar?
Será que dá tempo?
Temos de obedecê-lo,
Senão toda a gente está perdida.
Tenho de esperar
E dar tempo a esse tempo,
Quando ele achar
Que é naquela hora
Ele diz-me para avançar,
Mas, por enquanto... agora
Ainda não é o momento.
3.
Há tempos em que parece
Que o tempo
Tira o nosso tempo
Para se alongar
A si mesmo.
Será bom isso acontecer?
Se calhar é,
Assim todos têm mais tempo
Porque o tempo é mais longo.
4.
Dizem que o tempo
Cura tudo: talvez esqueça
Certas desilusões...
Mas oxalá que não desapareça
Da minha cabeça
Grandes lições!
Com o tempo vêm:
A esperança,
A saudade
E a recusa,
Uma viagem,
Longa aliança,
Duradoura amizade,
Mais uma blusa.
5.
Com o passar do tempo
São levados aqueles
Que mais queremos
E não podemos
Evitar.
Algumas vezes,
Com o tempo,
Vêm problemas
Que custam a passar
E que temos
De ultrapassar
Para continuar.
AMIGOS
Se queres ter amigos
Preciosos e duradouros,
Fá-los sorrir.
Atraem como ouro.
Se não queres a solidão
E tens espaço no coração
Escolhe um tema engraçado
E entra na conversa um bocado.
Se precisas amigos
Para servir-te de abrigo
Fá-los sorrir
E o Inferno fica Paraíso.
Se não sabes o que dizer
E tens vergonha de falar
O melhor é esquecer,
Porque assim não vai dar.
Preciosos e duradouros,
Fá-los sorrir.
Atraem como ouro.
Se não queres a solidão
E tens espaço no coração
Escolhe um tema engraçado
E entra na conversa um bocado.
Se precisas amigos
Para servir-te de abrigo
Fá-los sorrir
E o Inferno fica Paraíso.
Se não sabes o que dizer
E tens vergonha de falar
O melhor é esquecer,
Porque assim não vai dar.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
ESCREVER
Sentada, até me fartar,
Ouço o que me vem à cabeça
E espero guardar
O que de melhor apareça.
Se o destino assim quis
Eu vou escrever poemas,
Mas, se acaso, não tiver sucesso
Há-de haver muitas penas
A cair do meu regaço
Porque escrever é uma magia
E eu sinto um abraço
Mesmo estando vazia.
A caneta não consegue apanhar
Tudo o que vem à memória,
Mas hei-de encontrar
Algo para escrever uma história
Que eu conto sem contar
Na estante que é a vida
Cheia de livros para desvendar,
Cheia de cânticos e perdida
No orvalho que amanhece
Todos os dias sem chorar
E que sempre nos enaltece
Por não nos querer dar
A sua melhor chuva,
Pois tem pena da amiga
Que pula de uva em uva
À espera duma briga.
Hoje já está a findar
Não vai poder ser,
Mas no futuro vai dar
Para escrever sem me aborrecer.
Pois a escrever
Dá-se uma lição
Para se perceber
De onde vem a emoção.
Ouço o que me vem à cabeça
E espero guardar
O que de melhor apareça.
Se o destino assim quis
Eu vou escrever poemas,
Mas, se acaso, não tiver sucesso
Há-de haver muitas penas
A cair do meu regaço
Porque escrever é uma magia
E eu sinto um abraço
Mesmo estando vazia.
A caneta não consegue apanhar
Tudo o que vem à memória,
Mas hei-de encontrar
Algo para escrever uma história
Que eu conto sem contar
Na estante que é a vida
Cheia de livros para desvendar,
Cheia de cânticos e perdida
No orvalho que amanhece
Todos os dias sem chorar
E que sempre nos enaltece
Por não nos querer dar
A sua melhor chuva,
Pois tem pena da amiga
Que pula de uva em uva
À espera duma briga.
Hoje já está a findar
Não vai poder ser,
Mas no futuro vai dar
Para escrever sem me aborrecer.
Pois a escrever
Dá-se uma lição
Para se perceber
De onde vem a emoção.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
A CLONAGEM
A Clonagem
É uma "colagem"
De nós próprios
Num ser laboratorial
Fisicamente igual.
Hoje em dia
É muito falada.
Para uns pode trazer
Medo e agonia,
Causar confusão;
Mas para outros é boa estrada
E pode até ser
A única salvação.
Em que é que ficamos?
Andamos ou paramos?
É uma "colagem"
De nós próprios
Num ser laboratorial
Fisicamente igual.
Hoje em dia
É muito falada.
Para uns pode trazer
Medo e agonia,
Causar confusão;
Mas para outros é boa estrada
E pode até ser
A única salvação.
Em que é que ficamos?
Andamos ou paramos?
ARANHA
Aranha
Não venha
Me incomodar,
O meu gato te arranha
Com ou sem manha
Preparado
E zangado,
Destinado
A te papar.
Não venha
Me incomodar,
O meu gato te arranha
Com ou sem manha
Preparado
E zangado,
Destinado
A te papar.
LIÇÃO
Não podemos criticar alguém negativamente,
Pois podemos fazer pior.
Cada coisa tem o seu lugar
Mesmo que não pareça.
Nada modifica o passado,
Apenas se pode semear
Um futuro melhor.
As respostas do além
Não as deves esperar,
Mas seguir em frente
Sempre com a cabeça direita.
Nunca foi algo anormal
A viagem no tempo,
Mas sem pudor tudo se revolve
Na mesma etapa, no mesmo som.
A imaginação implora
Muitas coisas a render
E depois o coração chora
Quando se vê a sofrer.
Tudo assim tem de ser
Para mastigar o horizonte,
Mas de repente muda
E segue a água pela fonte
Procurando novo ribeiro.
Acabamos sempre com a ponta afiada
Apontada para nós,
Podemos disfarçar,
Mas ficam sempre contra.
Pois podemos fazer pior.
Cada coisa tem o seu lugar
Mesmo que não pareça.
Nada modifica o passado,
Apenas se pode semear
Um futuro melhor.
As respostas do além
Não as deves esperar,
Mas seguir em frente
Sempre com a cabeça direita.
Nunca foi algo anormal
A viagem no tempo,
Mas sem pudor tudo se revolve
Na mesma etapa, no mesmo som.
A imaginação implora
Muitas coisas a render
E depois o coração chora
Quando se vê a sofrer.
Tudo assim tem de ser
Para mastigar o horizonte,
Mas de repente muda
E segue a água pela fonte
Procurando novo ribeiro.
Acabamos sempre com a ponta afiada
Apontada para nós,
Podemos disfarçar,
Mas ficam sempre contra.
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